Aiba inaugura Fazenda Modelo para formação técnico-profissional na área rural

 

 

 

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Paulo Mizote, produtor homenageado

Um ambiente ideal para promover o aprendizado, conciliando aulas teóricas e práticas. Esta é a finalidade da Fazenda Modelo Paulo Mizote, uma instalação onde os alunos matriculados no Programa Jovem Aprendiz na Área Rural recebem formação técnico-profissional. O local, equipado com salas de aula, laboratório e lavouras, funciona há três anos, mas só foi inaugurado nesta segunda-feira (12), pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Instituto Aiba, entidade responsável pelo programa.

Segundo o superintendente do Instituto Aiba, Helmuth Kieckhöfer, o ato foi uma espécie de prestação de contas para com todos os parceiros que contribuíram para a implantação da Fazenda Modelo. “Muitos devem se perguntar a razão de inaugurar algo que já funciona, mas fizemos questão de reunir todos os responsáveis por isso aqui e prestar-lhes uma satisfação. Não o fizemos antes porque queríamos que tudo estivesse pronto e em seu devido lugar para a entrega oficial. Aproveitamos a oportunidade para homenagear o produtor Paulo Mizote, dando o seu nome à Fazenda, como forma de agradecimento por toda a sua contribuição para que isso se tornasse uma realidade”, ressaltou.

Criado em 2013, o Programa Jovem Aprendiz na Área Rural atende à Lei 10.097/2000, cujo texto determina que toda empresa, seja ela indústria ou propriedade rural, tenha uma cota de aprendizes. Sob a coordenação da Aiba, o Cetep e o Senar/Faeb ofereceram a capacitação aos matriculados. O programa conta ainda com o apoio da Codevasf, que cedeu o terreno para a implantação da Fazenda Modelo; e do Ministério do Trabalho, responsável por viabilizar recursos, através do sistema de compensação de multas. Somado a tudo isso, empresas do ramo agrícola e os produtores associados da Aiba também investiram recursos para a infraestrutura, doaram equipamentos e maquinários.

“Esse é o resulto de um esforço coletivo. Quando tomamos conhecimento de que precisávamos implantar esse projeto, pensamos em como fazer para levar esses jovens às fazendas que ficam a 100, 200 Km de distância da cidade. Era inviável, pois em um turno eles estudam e no outro deveria passar por essa formação supervisionada. Não conseguiríamos, portanto, cumprir a carga horária e ainda os submeteríamos a riscos. Aí, veio a ideia de instalar um ambiente controlado e que fosse perto da cidade. Neste sentido, todos os parceiros foram fundamentais para a concretização desse sonho. Hoje, os jovens entram aqui alunos e saem profissionais”, disse o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato.

Durante a formação, que dura aproximadamente 10 meses, os alunos têm aulas teóricas e práticas sobre Saúde do Trabalhador Rural, Importância das Culturas do Milho e da Soja, Preparo do Solo, Manejo da Cultura, Manejo Fitossanitário e Irrigação, dentre outras disciplinas. Além da sala de aula, é na Fazenda Modelo que eles têm o contato com a terra e aprendem técnicas de plantio e a operar equipamentos agrícolas.

Mais de 200 jovens já passaram por lá desde a sua implantação, em 2013. Destes, cerca de 150 foram diplomados e muitos já estão no mercado de trabalho. É o caso da Carol de Souza, ex-aluna do Programa Jovem Aprendiz na área Rural, e que hoje trabalha no setor financeiro da Fazenda Santo Antônio do Rio Grande. “A formação foi muito importante para que eu estivesse empregada hoje. Graças a ela eu pude concorrer a uma vaga de monitor de pragas na fazenda e logo depois surgiu a oportunidade de atuar no administrativo, no escritório da fazenda. Sou imensamente grata pela oportunidade e deixo aqui um conselho aos jovens matriculados: dediquem-se, pois vale muito à pena”, pontuou.

Além das seis turmas que já foram formadas, outras duas estão em andamento. Ao todo, mais 67 jovens recebem a capacitação, com vistas ao primeiro emprego no campo. “A experiência é maravilhosa. Aqui nós não somos alunos e sim trabalhadores, pois temos responsabilidades, somo devidamente registrados e recebemos por isso. Estou me preparando e espero ser contratado após essa fase”, disse Israel Oliveira Júnior, que tem 18 anos, e é um jovem aprendiz da Fazenda Xanxerê.

Marli Pereira, auditora fiscal do MTE, visita o laboratório de pragas da Fazenda Modelo.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), Moisés Schmidt, a implantação do programa no Oeste da Bahia não só atende à legislação como também cumpre o papel social do produtor rural. “A Fazenda Modelo é um local controlado, onde esses futuros profissionais aprendem de forma segura. Esse projeto nos faz ver que além de alimentos, o produtor rural planta sonhos, esperança e educação”, salienta.

Durante a cerimônia de inauguração, a auditora fiscal e coordenadora do programa de aprendizado do Ministério do Trabalho e Emprego da Bahia, Marli Pereira, elogiou a estrutura da Fazenda Modelo e a metodologia nela aplicada. “Estou surpresa com o que aqui encontrei. Vocês todos estão de parabéns, sobretudo os jovens que se inscreveram no programa e que poderão desfrutar de tudo isso. No final, nós é quem ganhamos, pois teremos uma sociedade melhor”, disse. “Eu estive aqui na região em outras ocasiões para fiscalizar o trabalho nas fazendas. Agora, retorno para uma tarefa mais prazerosa: não a de penalizar, mas a de ver que os produtores rurais estão cumprindo a Lei e dando a sua contribuição para um mundo melhor e mais justo”, completou.

Ascom Aiba

Agricultores do Oeste da Bahia mantêm posse das terras depois de decisão favorável no CNJ

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (13), que cerca de 300 agricultores de Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, permanecerão com a posse de suas fazendas e com a garantia do direito de continuar produzindo milho, feijão, soja e algodão nas terras que adquiriram, pagaram e que foram certificadas em cartório há cerca de 30 anos.

O Plenário ratificou a liminar concedida pelo relator, Ministro João Otávio de Noronha, que manteve os agricultores baianos na posse das terras derrubando a Portaria 01/GHS, editada pelo juiz de Formosa do Rio Preto, que, de forma totalmente ilegal, tinha deferido administrativamente a reintegração de posse a uma única pessoa física que nunca teve posse e nunca plantou na região, fazendo com que se tornasse o maior latifundiário do país.

O julgamento do CNJ garante aos produtores rurais a legítima posse de 340 mil hectares, sendo 251,5 mil, com produção agrícola, para cerca de 300 famílias do oeste da Bahia. Ao tornar ilegal a Portaria 01/GHS, de Formosa do Rio Preto, a decisão do CNJ afirma a ocorrência de irregularidades na decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), como por exemplo, à violação do direito ao contraditório e a ampla defesa, visto que nenhum dos representantes das 300 famílias de agricultores foi ouvido nem antes, e nem depois do cancelamento das suas matrículas.

A decisão do CNJ também considerou que os produtores adquiriram as áreas de boa-fé e que não é lícito ao juiz, em decisão administrativa, tomar medida de tamanha gravidade contra produtores que há anos estão regularmente instalados no local. (mais…)

TRANSIÇÃO DE GOVERNO ENCONTRA VERDADEIRO CAOS NA SAÚDE DE LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

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Na manhã desta quinta-feira (08), o Prefeito eleito Oziel Oliveira, realizou com parte de sua Comissão de Transição, uma visita técnica ao Hospital e Maternidade Dr. Gileno Sá. Acompanhado do Dr. Walney Toledo (membro da Comissão de Transição responsável pela área da Saúde), Oziel foi ciceroneado pelo diretor da unidade, Sr. Carlos Alberto C. Gomes, e pela Dra. Andreia Marins – Pediatra responsável pela UCIN (Unidade de Cuidado Intensivo Neonatal) e também preceptora do programa de residência pediátrica na unidade.
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A cada departamento visitado, irregularidades iam sendo encontradas, desde as mais simples – como a recepção inóspita que isola pacientes e acompanhantes dos atendentes e a falta de humanização dos consultórios; passando por problemas estruturais como mofo e sujeira, colchões rasgados e servindo como “esponjas” para bactérias, enfermarias apinhadas, sem locais apropriados para acomodar pertences das pacientes ou seus acompanhantes, falta de médicos, pediatras e obstetras para atender a mais de uma ocorrência simultaneamente; até chegar às questões de gestão e patrimônio que denotam desrespeito ao dinheiro público.
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O que foi encontrado de patrimônio do município na maternidade foi comprado e deixado por Oziel, ainda na sua primeira gestão. O restante dos equipamentos e até insumos são ALUGADOS! Os valores pagos pelos aluguéis são exorbitantes e serviriam para comprar tudo novo e incorporar ao patrimônio do município.
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A situação não é apenas grave, é caótica. Os equipamentos alugados – máquinas que dão suporte à vida, berços da UCIN, equipamentos de esterilização de instrumentos, até os lençóis e vestimentas utilizadas por médicos e pacientes (rotos e desgastados) são alugados e deverão ser recolhidos pelas empresas locadoras até 31 de dezembro. A cozinha – que fornece alimentação inclusive para pacientes internados, também é terceirizada, a lavanderia idem. Estes serviços também serão suspensos com o fim do governo atual.
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Nem os médicos e servidores tinham ciência da situação. Alguns deles foram às lágrimas ao serem informados dos fatos.
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“Não é possível que vidas humanas sejam tratadas com tamanho descaso. A equipe médica tem se sacrificado pessoal e profissionalmente para manter esta unidade funcionando após tantas demissões depois das eleições. Negociamos a redução dos nossos salários inicialmente em mais de 50% e posteriormente caímos mais 20% para manter uma equipe mínima, que se reveza em plantões muito mais extensos do que deveriam ser, em respeito aos pacientes e por amor e ética profissional.” Desabafou uma das médicas da unidade.
“O que vai acontecer com os pacientes, sobretudo as crianças da UCIN, se retirarem máquinas e equipamentos alugados que dão suporte à vida?” Questionou uma das internas da pediatria.
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Tudo o que tornamos público aqui é apenas a ponta do iceberg. Os fatos referem-se à visita técnica realizada no Hospital e Maternidade Dr. Gileno Sá e não estão completos. Relatar todos os desmandos encontrados por lá tornaria esta matéria ainda mais extensa.
“Eu sabia que encontraria sucateamento e depredação, mas a situação é muito pior. A Prefeitura simplesmente não existe, o patrimônio é todo de papel. E o papel é todo superfaturado! Teremos muito trabalho pela frente, inclusive para manter vidas. Mas vamos consertar tudo o que está posto. Vamos construir como prometido, uma nova história para a nossa cidade.” Afirmou Oziel Oliveira.
Todas as informações levantadas estão compondo o relatório da Comissão de Transição de Governo que deve ser publicizado até o dia da posse de Oziel.
(Barreiras Noticias)
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