Bahia discute dessalinização e reúso da água na América Latina

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A execução do Programa Água Doce (PAD) na Bahia foi destaque na abertura do Seminário da Associação Latino-americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr), realizada na manhã desta quarta-feira (22), no Hotel Wish, Salvador, Bahia. O Governo do Estado apoia o evento, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), coordenadora do PAD na Bahia, que tem a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) como interveniente na implantação dos sistemas, e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), no apoio com a manutenção.

Para o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, o evento é fundamental para ampliar e fortalecer uma consciência coletiva do uso sustentável dos recursos hídricos na América. “A água é o instrumento primordial da sustentabilidade. Garantir seu acesso para os diversos usos, em especial água de qualidade para o consumo humano, em um estado com 417 municípios, 5 biomas e características geográficas diversas, é um desafio. Hoje temos 238 sistemas de dessalinização implantados no semiárido baiano, com uma política de gestão integrada com o poder público municipal e sociedade civil, o que garante o sucesso dessa tecnologia social. Nossa meta agora é a implantação de mais 90 dessalinizadores na terceira etapa do PAD Bahia”, afirmou o secretário.

Em funcionamento no Estado desde 2012, o convênio da Bahia é o maior no âmbito do Água Doce, o que coloca o Estado como referência na execução do programa junto ao Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR).

O diretor de Recursos Hídricos e Revitalização de Bacias Hidrográficas – DRHB/MDR, Renato Ferreira, que representou o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, ressaltou o apoio da nova gestão à pauta da dessalinização e reúso da água. “Transmito aqui a mensagem do ministro de apoio às tecnologias de acesso à água de qualidade. Hoje temos mais de 600 plantas do Programa Água Doce funcionando no país. O nosso desafio é avançar para uma política nacional de dessalinização e reúso da água, que passa necessariamente por uma gestão descentralizada das águas, de forma participativa e integrada com a agenda ambiental e com a política de uso e ocupação do solo”, afirmou Ferreira, destacando ainda o lema dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), “Não deixar ninguém para trás”, como meta para a garantia do acesso à água.

A Aladyr tem representações em todos os países da América Latina, inclusive o Brasil. “A associação foi fundada em 2010 no Chile, com a finalidade de promover, proteger e desenvolver tecnologias e projetos destinados à dessalinização e tratamento de água para reúso e consumo, seguindo padrões de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente”, disse o presidente da Aladyr, Juan Miguel Pinto.

Também presente no evento, o secretário de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Leonardo Góes, parabenizou a organização por trazer para o debate a pauta da dessalinização que ganhou destaque nacional. “O Água Doce é um programa exitoso na Bahia, principalmente pela garantia ao homem do campo de acesso à água de primeira qualidade, aliada à preservação ambiental”, afirmou.

Além de especialistas brasileiros e estrangeiros, participam do seminário empresas de saneamento e abastecimento dos estados costeiros, instituições públicas e privadas envolvidas na execução do PAD e fornecedores e demais empresas da área no Brasil. Durante os dois dias do evento, os participantes vão compartilhar experiências sobre tecnologias e melhores práticas no setor. A ideia é estabelecer relações entre países e empresas para o desenvolvimento de tecnologias com sustentabilidade operacional, social e ambiental.

http://www.meioambiente.ba.gov.br/2019/05/11730/Bahia-discute-dessalinizacao-e-reuso-da-agua-na-America-Latina.html

Ascom Sema